Bar ''O Lanchão''

* Igor Vitorino da Silva


Homenagem ao primeiro lugar público que frequentei em Nova Andradina.

 

Um dia sol não duvida para onde ir?

As pernas já levam pra o Lanchão.

Ali afoga-se a mágoa e abre-se o coração.

Vendo do balcão a vida passar e o povo se divertir.

De gente simples à grã-fina, todos passam por ali

Na esquina a passagem e o encontro das feliz-cidades

Boemia, diversão, torcidas, personagens e ilusões.

- Bota uma amarelinha aí, Mauro, traz uma coca e dois copos.

- Oh, tia Cida, me dá três coxinhas e uma tuba. Tô numa fome!

- E aí, quem joga hoje? - É clássico, chega cedo pra não ficar em pé.

- E o cafezinho? - Espera aí um pouquinho e já está saindo fresquinho.

E nesse bebe, come, chora e conversa, mata-se o tempo.

Entre as madrugadas, quando lugar não há, é só lá chegar!

O atendimento nunca desafina, sem tem uma bem geladinha.

*Professor e ex-morador de Nova Andradina

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal da Nova

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